China libera carne brasileira certificada até 4 de setembro

Em um sinal positivo nas negociações entre Brasil e China para a reabertura do mercado do país asiático à carne bovina brasileira, aguardado há mais de dois meses, a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) autorizou ontem o desembarque das cargas que foram certificadas antes de 4 de setembro – quando passou a valer a suspensão provocada pela confirmação de dois casos atípicos do mal da “vaca louca” no Brasil, em Minas Gerais e Mato Grosso.

Desde que o Ministério da Agricultura do Brasil suspendeu voluntariamente os embarques à China, seguindo o que manda o protocolo bilateral para a ocorrência de casos da doença, os frigoríficos brasileiros temiam pelas cargas de carne bovina que estavam certificadas antes do embargo.

Ao autorizar o desembaraço dessas cargas, a China emitiu um “sinal de boa vontade”, disse um executivo de um dos maiores frigoríficos brasileiros ao Valor. Ainda não se sabe quando Pequim encerrará definitivamente o embargo, mas a liberação dos produtos já certificados é um grande alívio. “Estamos no caminho certo”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina – a Pasta tem sido alvo de críticas por causa da demora para a reabertura do mercado chinês.

Pelos cálculos de uma fonte da indústria, o volume de carne bovina certificada – boa parte dele a caminho da China ou já parado nos portos – é significativo. Estima-se que cerca de 140 mil toneladas de carne bovina estejam nessa condição. Considerando um preço médio de US$ 6,3 mil por tonelada, trata-se de um estoque de quase US$ 900 milhões. Fontes em Brasília falam em 100 mil toneladas.

Tereza Cristina informou que prosseguem as negociações que visam à suspensão definitiva do embargo e que espera que isso aconteça até o mês que vem. Ela realçou, no entanto, que o segmento é forte no Brasil e tem buscado outros destinos durante o embargo da China, que normalmente absorve 60% das exportações brasileiras de carne bovina.

“As negociações continuam em andamento. Estamos na nona rodada de troca de informações com os chineses. É uma negociação muito detalhada. Prestamos todas as informações que eles solicitaram e temos a expectativa de que eles suspendam esse embargo o quanto antes, em um futuro mais próximo possível”, diz o ministro Alexandre Ghisleni, diretor do Departamento de Promoção do Agronegócio do Itamaraty.

Embora tenha derrubado as exportações em outubro – e, teoricamente, elevado a oferta doméstica -, a trava chinesa até agora foi incapaz de gerar quedas expressivas dos preços da carne bovina no varejo brasileiro.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

mais lidas dos últimos 7 dias

Nenhum dado até agora.

Nunca perca nenhuma notícia importante. Assine a nossa newsletter.

NOSSOS PARCEIROS

Notícias Relacionadas

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Revista AviSite

Últimas Notícias

Busca por palavra chave ou data

POR DATA:

Busca por palavra chave ou data

POR DATA:
OvoSite
PecSite
SuiSite

Revista AviSite

CONFIRA OS DESTAQUES DA NOSSA ULTIMA EDIÇÃO

logo (1)

Na 38a edição da Conferência FACTA 2021, dois dos quatro prêmios José Maria Lamas da Silva, concedidos para os melhores trabalhos científicos nas áreas de Produção e Outras Áreas, utilizaram modalidades de inteligência artificial com modelos fuzzy e mineração de dados em Avicultura de Precisão. Página 32.

Capturar-2

Encontrar com rapidez e precisão o ponto ideal de atuação economiza tempo e dinheiro e faz com que as empresas percebam rapidamente o retorno positivo das estratégias definidas e ações corretivas adotadas. Página 22.

Capturar-3

Em entrevista exclusiva à Revista do AviSite, Ivan Siqueira, diretor do negócio Aves Pesadas da Seara conta como a empresa está priorizando itens de maior valor agregado e dá detalhes sobre os passos da empresa para o segundo semestre de 2021.

Capturar-4

Você sabia que pintainhos possuem bactérias no sistema digestório antes mesmo de eclodirem? Para entender de onde vêm as bactérias nos pintainhos recém eclodidos, é importante compreender as diversas possibilidades de colonização bacteriana precoce. Apesar do que muitos acreditam, os ovos férteis, mesmo passando por diferentes formas de higienização e desinfecção, não são estéreis. Página 54.

Capturar-5

A cadeia da produção animal está novamente colocada diante do desafio do aumento de custos de matérias-primas em várias frentes. O milho chama atenção, mas soja e os micro ingredientes também encareceram, tanto pela quebra de safras, entre outros fatores, quanto pelo aumento do dólar. Se a alta de custos dos ingredientes é uma realidade, a tecnologia pode apontar caminhos. Página 36.

Capturar-6

Os carboidratos representam a principal fonte de energia na alimentação animal. Eles são encontrados principalmente em cereais ou subprodutos de cereais. Contudo, além do amido, os principais carboidratos ricos em energia, os cerais contém polissacarídeos não amiláceos (PNAs) ricos em energia, os cerais contém polissacarídeos que não são facilmente digeridos no intestino delgado de aves e suínos. Página 50.

Capturar-7

O custo das matérias-primas tem impactado no aumento do custo das rações de frangos de corte, sendo que, o potencial de aproveitamento dos nutrientes das rações pode ser melhor explorado com o uso de estratégias capazes de otimizar a digestibilidade e a absorção destes nutrientes, garantindo assim, a redução do custo final das formulações e/ou otimização do potencial genético das aves. Página 60.

Capturar-8

Quem se dedicou à tarefa de analisar os balanços das duas principais empresas do setor no segundo trimestre de 2021 deve ter notado que, embora fortes concorrentes entre si, ambas apresentaram pelo menos um argumento em comum para justificar os fracos resultados do período: o encarecimento do custo de produção naquele que, provavelmente, é o momento mais difícil e desafiante da economia e do consumidor brasileiro. Página 62.

Open chat
Fale agora no WhatsApp