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Categoria: Empresas

São Paulo, 16/11/2017 |

Favorito de Abilio ganha força na BRF



Apesar da oposição dos fundos de pensão Petros e Previ à indicação de José Aurélio Drummond Jr. para CEO da BRF, o executivo tem chances "concretas" de assumir o cargo, afirmaram duas fontes a par do assunto ao Valor. Ex-presidente da Whirlpool para a América Latina e da elétrica Eneva, Drummond é membro do conselho de administração da BRF desde 26 de abril.

A expectativa de quem acompanha o dia a dia da BRF, segunda maior empresa de proteínas animais do país e maior exportadora global de carne de frango, com faturamento anual da ordem de R$ 40 bilhões, é que o presidente do conselho de administração da empresa, Abilio Diniz, convoque uma reunião extraordinária do conselho para o dia 22 de novembro para apreciar o nome de Drummond como CEO. Procurados, o executivo e a empresa não se pronunciaram.

O impasse em torno da nomeação do substituto de Pedro Faria no comando da BRF escancarou as divergências entre os fundos de pensão, que são os dois maiores acionistas da empresa de alimentos, e Abilio e a gestora de private equity Tarpon. Na semana passada, Abilio fez críticas veladas aos fundos de pensão. Em teleconferência com analistas na sexta-feira, o empresário disse que ninguém manda na BRF. "Nenhum acionista, independentemente do tamanho da sua posição, vai dar ordem aqui dentro", afirmou ele.

Conforme uma das fontes ouvidas pelo Valor, a probabilidade de Abilio emplacar Drummond como CEO da BRF cresceu com a saída de Carlos Parcias Jr. do conselho. Desde 20 de outubro, quando Parcias renunciou ao cargo alegando motivos pessoais, a BRF conta com nove conselheiros. Atualmente, os fundos de pensão Petros e Previ têm, cada um, um assento no conselho de administração da BRF.

Se for mesmo indicado para o cargo de CEO da BRF, Drummond deverá prosseguir no processo de reestruturação. Ao longo do ano, a companhia trocou praticamente todos os executivos do alto escalão. Pesa a favor do ex-Whirlpool o fato de ele ter participado do processo de mudanças em vice-presidências da BRF, por ser membro do conselho. Na prática, o executivo já conhece a nova equipe com quem pode vir a trabalhar, evitando o risco de trocas nas vice-presidências que já foram alteradas durante o ano.

Na BRF, o novo CEO deve ter alguma liberdade para preencher as vice-presidências que ainda estão vagas, conforme indicou Abilio na teleconferência da última semana. Entre os cargos mais importantes está a vice-presidência de marketing, área sensível dado o momento da BRF, que prepara o lançamento da terceira marca no Brasil e busca consolidar a recuperação de sua participação no mercado de alimentos processados.

Sem um titular desde a demissão de Rodrigo Vieira, em março, a vice-presidência de marketing da BRF também ficou sem o interino. Na semana passada, o vice-presidente interino de marketing da BRF, Pedro Navio, deixou a companhia. Ex- Red Bull, Navio foi contratado após a Operação Carne Fraca, em março, para ser o número 2 do marketing da BRF. A efetivação de Navio no cargo de VP chegou a ser considerada.

Além de área de marketing, o novo CEO da BRF também deverá escolher o vice-presidente de integridade. A função está vaga desde a renúncia de José Roberto Pernomian Rodrigues, em 3 de agosto. Em entrevista ao anuário Executivo de Valor em 2009, quando presidia a Whirlpool, Drummond destacou como uma de suas qualidades "o gosto de escolher pessoas". Daí porque, quando se aposentasse, o executivo, que toca guitarra e não dispensa um bom vinho, não descartava trabalhar como headhunter.

Aos 54 anos, Drummond foi saudado por diferentes alas do conselho da BRF quando foi eleito para o colegiado, em abril. Em uma eleição realizada quando a empresa ainda sentia o baque da Operação Carne Fraca, a indicação do executivo foi vista como parte de um processo de resgate. "Temos um conselho com dois CEOs", costumava dizer um conselheiro da BRF, em alusão à Drummond e ao ex-presidente da Kraft no país, Marcos Grasso. Posteriormente, a aproximação dele com Abilio e Tarpon incomodou os fundos de pensão, que passaram a resistir à indicação dele ao cargo.

Além de ter comandado as operações da Whirlpool na América Latina entre os anos 2008 e 2012, Drummond liderou os negócios da fabricante de eletrodomésticos na Europa, Oriente Médio e Ásia por um ano, saindo da empresa em 2013. Engenheiro graduado pela FEI e pós-graduado pela escola de negócios americana Wharton, Drummond ficou menos de um ano na presidência da Alcoa na América Latina. Entre janeiro de 2016 e março deste ano, o executivo presidiu a elétrica Eneva, deixando a empresa logo que foi indicado para o conselho da BRF.

Além de Drummond, outros executivos foram cotados para o cargo de CEO da BRF, como já informou o Valor. Entre eles Gilberto Xandó, presidente da Vigor e membro do conselho de administração da JBS, e Fabio Venturelli, atual presidente da sucroalcooleiro São Martinho. Até o nome de João Castro Neves, que acaba de deixar a AB InBev, também passou a ser ventilado por analistas.







Fonte: Valor
Autor: Luiz Henrique Mendes



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