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Nota de falecimento: Alfredo Júlio Rezende




Campinas, 29/05/2017 | 11:07

Fonte: AviSite | Autor: Redação

Com pesar, o Avisite registra o falecimento, ocorrido neste final de semana em Uberlândia (MG), do empresário Alfredo Júlio Rezende.
As novas gerações da avicultura não sabem, com certeza, de quem se trata. Culpa do Alfredo que sempre foi – como destaca a professora, escritora e amiga Martha Pannunzio – “modesto, discreto, caseiro, sisudo, de poucos amigos... e que nunca perdeu tempo com holofotes, com brilho em colunas sociais”. Daí a importância de, agora, se ressaltar que se trata do empreendedor que deu origem ao moderno e atual perfil da Avicultura Brasileira.
Apenas um técnico agrícola, em 1962 Alfredo Rezende iniciou, em sua Uberlândia, cidade natal, as atividades daquela que seria a maior e mais reconhecida empresa avícola do País: a Granja Rezende.

Começou produzindo pintos de um dia. Mas, importando reprodutoras dos EUA, logo tornou-se produtor de matrizes de corte. Então, a maior parte dos frangos consumidos do Brasil passou a ter por origem a Granja Rezende.

A franca conquista do mercado brasileiro não se deveu apenas à produtividade das linhagens importadas. Alfredo Rezende estabeleceu novos e inéditos padrões de qualidade. Implantou - também de forma inédita (não só para o País, mas para a maior parte do mundo) - sistemas de biossegurança (isto, em tempos em que a biosseguridade ainda não merecia maior atenção do setor. Foi também – ato que bem caracteriza os pioneiros – um dos primeiros a chamar a atenção para o bem-estar animal ao destacar que a plena produtividade do animal só é expressa quando o animal se encontra o mais próximo possível de sua natureza.

Claro, não o fez sozinho: cercou-se dos melhores técnicos. E o principal deles foi o Professor José Maria Lamas da Silva (Universidade Federal de Minas Gerais), cujas orientações Alfredo Rezende sempre seguiu à risca. Aliás, foi a mais perfeita integração universidade-empresa vista na avicultura. Com resultados técnico-qualitativos que se desdobraram e multiplicaram. E não ficaram restritos ao território nacional: passaram a ser vistos, analisados e ressaltados internacionalmente. Foi quando a Avicultura Brasileira, até então desconhecida, começou a ser vista e respeitada pelo resto do mundo: a Granja Rezende tornou-se modelo.

Mas Alfredo Rezende não ficou limitado ao campo da genética. Dedicou-se também à desafiante tarefa (que venceu) de implantação de granja produtora de ovos SPF. E, depois de ter conquistado o território brasileiro e países vizinhos com reprodutoras que levavam a sua marca, dedicou-se à diversificação da empresa, implantando abatedouros de frangos e de suínos, indústria de óleos vegetais e indústria de processamento das carnes produzidas.
Todos levaram a marca Rezende. Mas para que chegassem ao mercado foi preciso muito mais tempo que o normal em empreendimentos do gênero. É que, perfeccionista ao extremo, Alfredo Rezende só se dava por satisfeito com um futuro lançamento quando ele superava o “top” existente no mercado. Um desafio que seus colaboradores aceitavam e superavam.

Embora sociedade anônima, sendo administrada como tal, a Granja Rezende nunca deixou de ser uma empresa familiar. E foram exatamente as divergências familiares que, já no final século XX, levaram Alfredo Rezende a repassá-la a terceiros. Em 1999, menos de quarenta anos depois de ser criada, a Granja Rezende foi adquirida pela Sadia, hoje BRF. Que, pela qualidade, penetração e respeitabilidade dos produtos da empresa mantém todas as marcas Rezende.

Para a amiga Martha Pannunzio, “talvez Alfredo Rezende seja o uberlandense que mais projetou nossa cidade no cenário econômico nacional”. Nós acrescentamos que foi o primeiro brasileiro a projetar mundialmente a nossa avicultura, propiciando aquela abertura inicial que – ressaltando o nosso padrão qualitativo – possibilitaria à atividade tornar-se a primeira exportadora mundial de carne de frango.

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