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Cobb-Vantress: Os 100 anos de uma empresa que ajudou a escrever a história da genética avícola

16 A Revista do AviSite Empresa comemora marca na vanguarda do mercado



FAUSTO FERRAZ Maior conquista da COBB ao
longo destes 100 anos é ter desenvolvido o
mercado de melhoramento genético no setor


Processo de melhoramento genético
envolve mais de 50 características diferentes

 

 

 

Peça fundamental na evolução da avicultura mundial e brasileira, e principalmente na área de melhoramento genético, a Cobb-Vantress completa 100 anos, que se confundem com a história da própria atividade.

Os passos de seu primeiro centenário, alcançado em 20 de novembro, começaram a ser marcados em 1916 por Robert C. Cobb Sênior. O fundador da empresa comprou uma fazenda em Littleton, Massachusetts, para (quem diria) viver no campo por recomendação médica. Mas já naquela época, a sua paixão pela avicultura fez surgir a Cobb’s Pedigreed Chicks, que se tornaria a mais antiga e uma das maiores empresas de genética avícola no mundo.

Para relembrar a história da casa genética, contamos com o depoimento de Fausto Ferraz, Diretor de Vendas e Marketing da COBB-Vantress Brasil. O profissional se dedica à companhia há 20 anos. Ele deixa transparecer o orgulho pelas conquistas da empresa: “Somos pioneiros neste mercado e temos a honra de termos desenvolvido o produto que se tornaria o mais comercializado do mundo, o COBB-500. Temos a inovação como um dos nossos grandes pilares. Sabemos que somos referência e que precisamos sempre estar na vanguarda de informações de mercado”. 

Ao longo destes 100 anos alguns acontecimentos merecem destaque. O primeiro é o início da produção de uma linha de aves totalmente brancas, as chamadas White Rocks, em 1947. Essas aves, no futuro, juntamente com os machos Vantress, formariam a base do que são atualmente as linhas de pedigree da Cobb.

            Já na década de 1970, o COBB 500 foi lançado na Europa, com foco no melhor rendimento de carnes nobres para os clientes.

A partir daí teve início uma série de aquisições, essenciais para a expansão da empresa. Em 1974, a COBB foi comprada pela The Upjohn Company e, em 1983, juntamente com a Tyson, trazem o Cobb 500 para os Estados Unidos. Três anos depois, inicia-se mais um empreendimento entre a Tyson Foods e The Upjohn Company.

            Mais tarde, em 1994, a Tyson adquiriu 100% das ações da COBB, começando a usar o nome Cobb-Vantress. Perto desse marco, em 1995, a empresa chegou ao Brasil, com a sede em Guapiaçu, SP.

Fausto Ferraz descreve os diferenciais da companhia: “Além das linhas de produtos e da inovação em genética e tecnologia, a preocupação e o foco no resultado do cliente são únicos e fazem parte da essência da Cobb. Por conta disso, também criamos o nosso departamento de assistência técnica que fornece todo o suporte para os nossos clientes, nas diferentes frentes. Queremos sempre que ele o melhor rendimento possível com os nossos produtos e o ajudamos em tudo o que pudermos”. Para Fausto, no entanto, um dos principais pilares da Cobb é o conceito de família: “Não seríamos a empresa que somos não fosse o respeito e a valorização de todos os colaboradores (veja box na página 21). Somos uma grande família e essa união foi e sempre será essencial para nos manter em posição de vanguarda”. 

 

Genética avícola

O crescimento e o desenvolvimento da Cobb estão calcados nos avanços genéticos conquistados. Ferraz explica que o processo de melhoramento genético envolve mais de 50 características diferentes. Ele explica: “Selecionamos as aves para que, a cada ano, elas consumam menos alimento para produzir a mesma quantidade de carne. Assim, as aves produzidas crescem mais rápido e chegam ao peso de abate um dia mais rápido a cada ano. Esta melhora contínua e a preocupação com o resultado do cliente impulsionam o nosso crescimento”. E continua: “Os produtos sempre são melhorados ano a ano. Assim, podemos afirmar que o Cobb500 de hoje é um produto melhor tanto em conversão alimentar, como ganho de peso e rendimento de carcaça, por exemplo, do que o produto do ano passado. Trabalhamos todos os dias para que o produto de amanhã seja superior ao de hoje”.

De acordo com a equipe de Pesquisa & Desenvolvimento da Cobb, os programas de genética precisam estar focados em três fatores principais: taxa de crescimento, conversão alimentar e redução de mortalidade no campo. Porém, por ser uma empresa global, as necessidades também mudam de região para região e de cliente para cliente. Assim, o grande desafio é desenvolver produtos que atendam as necessidades de todos os seus clientes, em todos os lugares do mundo.

 

Pesquisa e desenvolvimento

De acordo com o Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, a Cobb-Vantress investe entre 12% e 14% do volume anual de vendas em P&D. Segundo Fausto Ferraz, este percentual habilita a empresa a continuar como líder mundial no avanço genético de frangos de corte. “A equipe de genética divide o trabalho em duas frentes: aprimoramento dos produtos oferecidos comercialmente e no desenvolvimento de novos produtos. Para os dois focos, há profissionais dedicados exclusivamente a cada uma das áreas”, resume.

 

Cobb-Vantress Brasil

 

 


A sede brasileira está localizada na cidade de Guapiaçu, no interior do estado de São Paulo, e conta com aproximadamente 670 colaboradores. A Cobb possui três incubatórios no País: o ICB (incubatório de bisavós), localizado no município de Palestina (SP), o ICA (incubatório de avós) em Guapiaçu (SP) e o ICM (incubatório de matrizes) em Água Clara (MT). Há ainda seis granjas, localizadas em Guapiaçu, Palestina, Paulo de Faria (SP), Uberlândia (MG), Itapagipe (MG) e Água Clara.
            Falando com conhecimento de causa, já que é parte da Cobb Brasil desde o seu início, Fausto Ferraz afirma que a filial, a cada ano, ganha mais relevância junto à empresa globalmente. Atualmente, a unidade é responsável por todos os negócios da empresa na América do Sul, ou seja, controla o abastecimento de material genético a todos os países do continente. Em termos de números, a Cobb na América do Sul representa cerca de 30% das vendas globais.
A unidade brasileira não fica atrás da matriz. A Cobb Brasil realizou uma série de atualização ao longo dos últimos anos. Assim, podemos dizer que temos por aqui o que há de melhor no mundo em termos de tecnologia e equipamentos.
O responsável pela área de vendas e marketing para a América do Sul revela que a Cobb tem promovido uma revolução no mercado brasileiro ou uma mudança de cultura. “Quando a empresa chegou ao País em 1995, o mercado como um todo avaliava a qualidade da produção pelo número de pintinhos produzidos. Mostramos que a performance de uma granja está relacionada, na verdade, com o volume de carnes nobres que cada ave é capaz de produzir”. Para ele, esta alteração na forma de avaliar o desempenho de um negócio muda, por completo, a forma de conduzi-lo. “Assim, a Cobb mostrou ao mercado a olhar indicadores e realizar o manejo necessário para conquistar os melhores resultados”, finaliza.
A importância da Cobb Brasil pode ser verificada a partir do projeto de compartimentação, lançado pelo País e aprovado pela OIE, com o objetivo de certificar a criação avícola em unidades com elevado grau de biosseguridade, criando subpopulações. A Cobb participa do projeto desde o seu início. As razões são claras: “Considerando que a unidade brasileira é uma exportadora, a compartimentação assegura a entrada e a expansão da empresa no mercado internacional”.
A Cobb está realizando ao longo de 2016 uma série de eventos para comemorar os seus 100 anos. Mas, como finaliza Fausto Ferraz, “mais do que olhar para traz, o que a companhia quer é olhar para frente e continuar proporcionando ótimos resultados para os seus clientes”. 


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